26/01/2012
Bancários promovem oficina sobre sistema financeiro nesta sexta no FST
Crédito: Contraf-CUT
A Contraf-CUT promove em parceria com o Sindicato dos Bancários de Porto
Alegre, Fetrafi-RS e CUT-RS a oficina "Outro Sistema Financeiro é
Preciso", nesta sexta-feira (27), às 14h, dentro da programação do Fórum
Social Temático (FST) 2012. O evento ocorre no auditório da Casa dos
Bancários (Rua General Câmara, 424), no centro da capital gaúcha.A oficina vai tratar da crise internacional e da necessidade de regulamentação do sistema financeiro. A participação é aberta a todos os interessados.
Clique aqui para acessar o site do Fórum Social Temático 2012.
"Queremos contribuir com as discussões sobre a crise capitalista, que é um dos temas do FST, mostrando os efeitos nefastos da falta de regulação do sistema financeiro em todo mundo", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Defendemos a realização de uma Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro, a exemplo das conferências já realizadas sobre saúde, educação, comunicação e segurança pública, a fim de que a sociedade seja ouvida sobre o papel, o crédito e a atuação dos bancos no Brasil", destaca.
Palestra com professora Maria Alejandra
Haverá palestra da professora Maria Alejandra Madi, que é economista (USP) e doutora em Economia (Unicamp). Ela atua no Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas nas áreas de Macroeconomia, Finanças e Desenvolvimento Econômico desde 1983. É atualmente vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil.
Também atuou recentemente como professora visitante na Universidade de Manitoba (Canadá) e na Universidade de Kassel (Alemanha). Écoordenadora do Curso de Especialização em Economia Financeira, da Unicamp. Desenvolve pesquisas no Centro de Estudos de Trabalho e Sindicalismo (CESIT).
Desde 1990, Maria Alejandra vem participando de oficinas, congressos e fóruns nacionais e internacionais promovidos pela Contraf-CUT, sindicatos, redes e centrais sindicais. Tem artigos e capítulos de livros publicados no Brasil e no exterior abordando a regulação e dinâmica dos sistemas bancários, assim como os impactos das transformações estruturais do sistema financeiro na economia e na sociedade brasileira.
Clique aqui para ler o artigo da professora sobre o sistema financeiro.
"A regulação dos sistemas financeiros situa-se no centro dos debates econômicos contemporâneos na medida em que as exigências de capitalização derivadas dos Acordos de Basiléia não foram suficientes para evitar a crise financeira global", destaca a professora.
"O esforço de mitigar o impacto das tensões desestabilizadoras da dinâmica financeira sobre a sociedade requer repensar o perfil de atuação do Banco Central, o escopo da regulamentação prudencial e de proteção, além do papel dos bancos públicos", defende.
Fonte: Contraf-CUT


A ameaça de que a quebra do sistema financeiro resultaria em uma crise
sistêmica provocou um efeito perverso: a socialização dos prejuízos dos
bancos com a população dos países que aplicam as chamadas medidas de
austeridade. A avaliação é do economista do Dieese, Adhemar Mineiro, em
entrevista concedida por telefone ao site Sul21. Ele defende a necessidade de regulação do sistema financeiro.
Com a Marcha de Abertura, começa nesta terça-feira (24), às 17 horas, em
Porto Alegre, o Fórum Social Temático (FST) 2012, ligado ao Fórum
Social Mundial (FSM). Com o tema Crise Capitalista, Justiça Social e
Ambiental, o FST se estende até domingo (29) com mais de 1.000
atividades na capital gaúcha, Canoas, São Leopoldo e Novo Hambugo.
Liderada pela presidenta Dilma Rousseff, a bancada do governo federal
participará do Fórum Social Mundial Temático 2012 com três linhas de
ação e de discurso político. Vai negociar, tentando ampliar consensos,
as propostas que o Brasil levará à Rio+20. Defenderá a posição que o
governo adota contra a crise econômica global. E venderá a principal
bandeira da gestão atual, o programa de erradicação da miséria.
O diretor-geral do Santander para a América Latina e integrante do
conselho executivo do banco espanhol, Francisco Luzón, deixará o cargo
nos próximos dias. Luzón está no Santander desde 1997, liderando os
negócios na região, que cresceram e se tornaram a principal fonte de
renda da empresa por meio de uma série de aquisições.